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Ausência...

Longos dias se passaram
Sem traçar sequer uma linha
Cada hora é um fardo
Que carrego com agonia
Destituído de meus sentidos
Privado de tudo
Estou aprisionado em um mundo
Onde reina a ausência....



- Postado por: VAZIO às 01h04
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Cores

Oscilam ondas
Em diferentes curvaturas
Dando forma a imagem turva
Que paira diante dos meus olhos
Cores em frenética dança
Saltitam em matizes alucinantes
Tornando surpreendente
Cada detalhe do seu rosto
E eu, esboço mal definido...
Sem cor, sem traços...
Perdido no vermelho infinito
Dos teus lábios fartos
A esperar por um único beijo...
 




- Postado por: VAZIO às 14h49
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Nascer

Desperto de meu torpor
Mergulhado em líquida escuridão
Em desespero tateio minha prisão
Buscando a liberdade em vão...
Não recordo meu passado,
Quem fui ou o que sou...
A dor pungente transformando-se em angústia
Mais uma vez eu luto
Contra esse negro cárcere
Novo clarão surge
Ferindo meus olhos
Sou arrastado em prantos
Em direção a luz
De uma nova prisão...
 
 
 


- Postado por: VAZIO às 17h50
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Torpor

Não tenho idéia de quanto tempo
Encontro-me perdido
Sinto que já se passaram anos
E permaneço aqui
Nesta prisão inexistente
Percorrendo os labirintos da minha mente
Em busca de memórias que se apagaram
Em meio a este vazio,
Esta escuridão
Surge um ponto de luz
Seu brilho intenso
Força-me a fechar os olhos
Sinto minha força esvair-se novamente
Um turbilhão de lembranças
Move-se dolorosamente
Em minha cabeça
E mais uma vez adormeço...
 
 
 


- Postado por: VAZIO às 20h13
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Após a morte...

Lentamente
Recobro meus sentidos
Vagarosamente desperto
Sinto minha força novamente
Não estou cansado
Não tenho mais sono
Mas onde estou?
Que lugar é esse?
Onde minha mente
Nada compreende
Não há paredes
Só o vazio
O nada
A negação...
 



- Postado por: VAZIO às 14h36
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Morte

A noite cai
Sobre pedra fria me deito
Cansado de longa jornada
 Na escuridão
Não vejo nem ouço nada
Apenas sinto
Frias mãos a percorrer meu corpo
A embalar meu sono
Sinto o medo
O pavor pelo desconhecido
Tantas crenças, tantas mentiras...
Então de súbito
Ouço misterioso sussurro
Palavras incompreensíveis
Formam doce melodia
Minha alma não mais se agita
Fecho os olhos e durmo
O sono eterno e profundo
 



- Postado por: VAZIO às 18h34
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Caminho

Será destino o meu infortúnio
Ou serei vítima de mau agouro
Pois nesta ferida aberta
Onde trilho meu caminho
Felicidade é passageira
Tristeza é duradoura
Mas não importa quanto eu sofra
Ergo a cabeça e continuo
Em cada cicatriz um triunfo
De um caminho percorrido
 
 
 
 

 


- Postado por: VAZIO às 14h59
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Tempo

Nasceu num instante
Cresceu num relance
Corre sem rumo
Ignora homens e deuses
Consome a todos e a tudo
Seguirá sua cruel jornada
Corroendo a realidade rija
Mudará de forma negligente
Tudo aquilo que tocar
E no final se extinguirá
Para um novo ciclo começar
 
 

 


- Postado por: VAZIO às 16h34
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Calmaria...

Os ventos cessaram
Restou o silêncio
E a escuridão
Não falo
Não vejo
Não sinto
Uma estranha calma
Paira sobre meu ser
Apesar desta privação
Meus sonhos se foram
Mas minha mente ainda é livre
Mesmo aprisionada neste corpo inerte
Posso sonhar novamente
Sonhar com dias melhores
Sonhar com uma nova vida
Um novo recomeço...
Não pode chover o tempo todo



- Postado por: VAZIO às 16h22
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Olho do furacão...

Água e vento
Em mortal comunhão
Revolvendo, remodelando...
Tudo a minha volta
Em bizarra metamorfose
Não sinto meu corpo
Não tenho direção
Perdido em desatinos
Afogado em solidão
Meus sonhos foram dispersos
No olho desse furacão


- Postado por: VAZIO às 14h48
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Tempestade...

 Minha visão esta turva
Tento caminhar e tropeço...
Chafurdado na lama
Vejo apenas escuridão
O vento esta forte
Impedindo-me de continuar
A chuva corta minha pele
Expondo meus erros,
Meus fracassos...
Deixando-me em pedaços
Nesta tempestade
 
 
 

 
 


- Postado por: VAZIO às 12h57
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Chuva...

A chuva cai
Em pingos densos
A água extravasa
Lavando minhas idéias
Sombrias idéias...
Escorrendo trás à tona
Algumas respostas
Porém em seu caminho
Forma sulcos profundos
Onde residem dúvidas
Hoje sei porque tenho princípios
Eles me mantiveram firme
Durante a correnteza
Mas a força da água deixou marcas
Gerou lacunas...
Criou um vazio...
Turvou minha visão...
 
 


- Postado por: VAZIO às 11h49
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Nuvens...

Negras nuvens de dúvidas
Condensam-se em minha psique
Ácida chuva precipita-se
Inundando-me de questionamentos
Mas apenas um ecoa como trovão
Para que termos princípios neste mundo
Onde tudo é em vão?
 
 


- Postado por: VAZIO às 12h55
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Escolhas...

Uma escolha...
Porém sempre injusta
Sempre afeta
De forma negativa
Nunca é certa
Não é o que se imagina
Por maior que seja
O esforço,
A vontade não se realiza
Vem o erro,
A renúncia...
Mas estas também são escolhas
Eternas escolhas...
Que afetam toda a vida
A culpa se estabelece
Mas de quem é o delito?
Dos deuses, do destino?
Ah os deuses...
Estes não passam de meras escolhas
Do que decidimos crer ou não
O destino é fruto das mesmas crenças
A culpa é nossa!
Condenados somos a escolher
Entretanto surge a questão
Quem dá a opção?
 
 


- Postado por: VAZIO às 21h45
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Minha irmã...

Oh imenso fardo
Minha cruz
A mais de vinte invernos
Entre o céu e o inferno
Sangue do meu sangue
Anima frenético corpo
Sua mente é labirinto
Suas vontades desespero
Mas não importa qual é o tormento
Se hoje estou alegre ou se entristeço
Saibas que é o seu bem
O meu maior desejo
 
Feliz aniversário praga! Não tinha foto sua, foi o melhor que pude fazer...hehehe...


- Postado por: VAZIO às 21h03
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